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Ilhabela

Exposição “ÒRÌSÀ: Ancestralidade em Forma de Arte” estreia nesta sexta-feira (24) em Ilhabela

Entrada de um edifício com arquitetura moderna, destacada por colunas revestidas de madeira, teto com ripas e iluminação embutida. Um caminho de pedras atravessa jardins bem cuidados até a porta principal, enquanto o céu ao entardecer cria um contraste com a iluminação quente do local.

Com obras que celebram a ancestralidade afro-brasileira, exposição fica aberta à visitação até 23 de agosto no Museu Waldemar Belisário.

Departamento de Comunicação – PMI.

A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci), realiza a abertura da exposição “ÒRÌSÀ: Ancestralidade em Forma de Arte” nesta sexta-feira (24), às 18h30, do artista plástico e líder espiritual Babá Renato Murad.

A mostra ficará no Museu Waldemar Belisário, no Centro Cultural da Vila, de 24 de julho a 23 de agosto.

Com entrada gratuita, a exposição convida moradores e visitantes a conhecer a riqueza da ancestralidade africana por meio de obras que unem arte, memória, espiritualidade e sustentabilidade. O acervo reúne esculturas em madeira, bordados ancestrais, criações têxteis e peças produzidas com materiais reciclados, evidenciando a diversidade de técnicas e expressões que dialogam entre tradição e contemporaneidade.

Grande parte do processo criativo de Renato Murad foi construída durante suas vivências no Benin e na Nigéria, países reconhecidos como berços da cultura iorubá. As experiências adquiridas nesses territórios africanos são traduzidas em obras que valorizam os saberes ancestrais e promovem reflexões sobre identidade, pertencimento e preservação cultural.

Além da mostra artística, o público poderá participar de espaços interativos e oficinas que apresentam técnicas tradicionais transmitidas entre gerações. Nesta edição, a exposição contará ainda com a participação da comunidade de matriz africana de Ilhabela.

O artista Babá Renato Murad é Bàbálorisá do terreiro Ilê Asè Oluwa Oro Òsà Ògìyán e desenvolve uma trajetória dedicada à valorização da ancestralidade africana por meio da arte. Sua produção é marcada pela integração entre elementos da natureza, da cultura afro-brasileira e das comunidades tradicionais, além do compromisso com a preservação do patrimônio cultural, o combate à intolerância religiosa e a promoção da inclusão e do respeito à diversidade.

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